Revista Caras

Até quando, minha gente?

A Re Palazzo, minha querida amiga e incentivadora de projetos, me chamou atenção para esta capa e sobre como a figura feminina é explorada. Temos que ser mães, mulheres, profissionais, esposas e ainda por cima REALIZADAS. E quem não é isso tudo? Se joga da janela? Vou ali pular rapidinho e já volto! ehehehe….

Existe uma carga muito pesada sobre os ombros das mulheres e quando a gente não consegue atingir todas essas expectativas (Hello! A gente NUNCA vai conseguir essa realização PLENA!) é inevitável que caia sobre nós a fiel escudeira e “best friend forever” das mães: A CULPA. Ah! E como a gente sofre…

E quem olha para a Alessandra Ambrosio nesta capa é capaz de afirmar com todas as letras que ela não passa por nenhum perrengue, que nunca acordou de madrugada com bebê doente, que está sempre feliz, linda, magra e loira em sua vida de mulher, mãe, esposa, profissional e outras facetas, que ela com certeza tem, por ser uma super mulher… É mais ou menos como acontece na “Facebooklândia”, onde todos são belos e felizes! Fala sério: sacanagem com a gente, moçada!

E se fosse um homem na capa? Imagine só o Roberto Justus… Será que a manchete também seria essa? Roberto Justus – realizado como pai, homem, profissional…? Não, né? E por que a gente continua aceitando tudo isso? Por que a vida real com mulheres e homens tratados de maneira igualitária, imperfeitos, com desafios e superações não vende revista?

Que fique bem claro que não tenho nada contra a Revista Caras, muito menos contra a Alessandra Ambrosio. O meu ponto é sobre a forma preconceituosa com que as mulheres são tratadas em nossa sociedade, seja pela mídia, governo ou outras entidades e mais ainda: como a gente vai aceitando isso com naturalidade. Tá na hora de mais mundo real e menos fantasia e cobrança na vida da gente!

A vida real e imperfeita também pode ser linda, né não?



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