Cris Bartis

Mães que Inspiram: Cris Bartis

Hoje em “Mães que Inspiram”, apresento a Cris Bartis, uma admirável conterrânea com quem tive o privilégio de conviver profissionalmente por um curto período. Além da admiração por seu comprometimento e dedicação profissional, para mim a Cris é também uma mulher inspiradora pois adotou a Tamires, uma garotinha fofa e charmosa, que encheu de alegria a sua vida e a de seu marido Agê. Na entrevista abaixo, ela conta um pouquinho sobre sua relação com a maternidade. Veja só! 🙂

Mães que Inspiram: Cris Bartis

“Sempre quis ser mãe. Sempre quis ter um filho biológico e um filho adotado. Quando encontrei o homem da minha vida e me senti preparada, lancei os dois projetos em paralelo. A Tata chegou primeiro e desde então, minha vida tem sido pura emoção!” Cris Bartis

 

1 – O que a maternidade significa em sua vida?

A maternidade tem um peso enorme. Me sinto mãe em tempo integral. Porém, faço questão de continuar sendo profissional, mulher, amiga e eu mesma. Sem dúvida, o papel que mais exige de mim e o mais importante é ser mãe. Mas até para sanidade de todos os envolvidos, é importante também que eu exerça outros papeis.

 

2 – Na sua opinião, qual é a melhor recompensa em ser mãe? E a maior dificuldade?

Tudo vale a pena quando se é mãe. Você até se preocupa mais consigo mesma porque precisa estar bem e ser um bom exemplo. O que mais me assusta é ver o quanto ela, a cada dia, se parece mais comigo. Mesmo nas coisas que nem acho tão positivas. Porém, o que mais me encanta é o carinho. Digo pra ela que só tenho um arrependimento na vida, não ter trocado o nome dela para Mel. Ela morre de rir. Sem dúvida, a maior dificuldade é equilibrar todos os pratos. Ter a medida certa da disciplina, do carinho, do estímulo. Ser mais “relex”, porque no fundo você se cobra o tempo todo, sempre achando que não está fazendo o suficiente.

 

3- Existe algo que você dizia que nunca faria antes da maternidade e que depois de ser mãe “pagou a língua” e fez?

Nó! Coisa demais da conta hahahaha. Eu sempre digo que eu era uma ótima mãe até me tornar uma. Por exemplo, juraaava que nunca diria “engole o choro”, que isso era reprimir o sentimento da criança e bla bla bla. Pois é… Eu me esforço muito para seguir a linha da educação positiva. Mas às vezes a coloco sentadinha pra pensar no que fez.

Mães que Inspiram: Cris Bartis

4 – De que você mais sente falta em relação à sua vida anterior à maternidade?

DORMIR. Assim mesmo, com letra maiúscula. Nunca mais, já era. E olha que já tem um bom tempo que ela dome a noite toda. Mas mesmo assim: tosse, conversa dormindo, se mexe muito na cama; isso quando não tem as insônias e pesadelos, acorda cedo. Tudo isso faz com que eu durma bem fracionado. E mesmo quando não tem nada disso, eu acordo e por vezes vou lá dar uma espiada se ela tá dormindo bem.

 

5 – O que mais a incomoda em relação à maternidade?

Os excessos. O melhor médico, a melhor escola, as melhores roupas, as melhores festas de aniversário. Tudo parece ser uma competição e com isso acho que muitos pais estão criando pequenos reis e rainhas mimados e consumistas. Quero sempre o melhor para minha filha, mas acima de tudo isso se baseia na nossa relação e não na coisificação. Eu quero que ela seja uma pessoa forte, firme, segura e por isso mesmo tento manter tudo na média. Quero que ela perceba desde cedo que nem sempre é possível ter tudo.

 

6 – Qual a frase que mais utliza na sua relação com sua filha?

Sempre que alguém pergunta: e ai, como tá a Tata? Eu sempre respondo: aquela coisa sensacional, linda e gostosa de sempre. Amo ver minha filha crescer todo dia. O pai dela brinca sempre assim: filha, cresce devagar e ela responde: não dá papai!

Mães que Inspiram: Cris Bartis

 

7 – O que você gostaria de ter ficado sabendo antes da chegada de sua filha, mas que ninguém nunca lhe contou?

Que grande parte dos pais são competitivos e impõe essa cultura e que criança toma remédio. Eu não gosto de remédio e fico bem chateada toda vez que a Tata precisa tomar alguma coisa.

 

8 – Deixe um conselho para mães ou futuras mães que estão lendo este post.

Respeito muito quem não quer ter filhos. Isso deixou de ser obrigação há muito tempo e as mulheres (e homens também) tem todo o direito de querer ou não ter filhos e eles podem ser felizes sem tê-los. Porém, você que quer ter filhos: meus parabéns, você irá viver a experiência mais intensa, insana e feliz da sua vida. Onde você vai se redescobrir e ser plenamente responsável por outra vida. Respire fundo, não surte e aprecie cada fase. Elas passam rápido demais!

 

Mães que Inspiram: Cris Bartis

A Cris tem um blog lindo e emocionante onde conta toda a trajetória da adoção da Tamires. Com o blog ela espera ajudar aqueles que desejam trilhar o caminho da adoção e também desmistificar este assunto. Super recomendo a leitura: http://lepetitb612.wordpress.com

 

 



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