avó

’Ser mãe é padecer no paraíso’, mas ser avó…

Hoje apresento um texto lindo, cheio de emoção e encantamento, escrito por uma avó coruja, companheira, uma pessoa muito especial! Confira e se emocione com esta linda reflexão da querida mãe e avó Djanira Cardoso 🙂

Djanira Cardoso

Ser mãe é um privilégio.  É, sem dúvida, uma bênção. Mas, quando chega o primeiro filho, a vida toda se transforma. É um misto de alegria e desapontamento. O filho – muitos já o disseram – não vem com manual de instruções. E aquela que se torna mãe fica confusa. Não sabe bem como agir e comete inúmeros erros. É toda culpa. Sofre muito. Aí, então, passa a entender aquilo que diz o poeta: “Ser mãe é padecer no paraíso. Ama demais aquele serzinho todo dependente de seus cuidados, quer dar-lhe tudo de que necessita e nem sempre consegue.

Se o filho chora, fica perplexa sem saber como acalentá-lo. Isso a enche de remorsos, pois se sente obrigada a entender suas necessidades e resolvê-las da melhor maneira. E, se ele adoece, aí, é o caos.

Há atendimento pré-natal para a gestante, contudo não há cursos preparatórios para ser mãe. E ela acaba aprendendo “na marra”. Entre erros e acertos, mais erros que acertos. Ela sofre e seu filho, cobaia, vai sofrendo também. (Pelo menos, comigo foi assim.)
A mãe, muitas vezes, precisa trabalhar e não pode dar aos filhos a atenção de que precisam e eles se tornam carentes.

Quando chegam os outros filhos, ela já está, mais ou menos, preparada, porém ainda comete muitos tropeços, pois o aprendizado se faz ao longo do tempo e creio que nunca se chega à medalha de ouro na conclusão do curso. Se é que há conclusão.
Todavia, os filhos crescem e, quando menos se espera, tornam-se adultos e formam seus lares.

O tempo passou depressa demais. Que pena que não podemos voltar atrás e preencher as lacunas!

E, agora, eles são senhores de suas vidas. E nos dão o maior presente: nossos netos.

Que diferença! O tempo nos amadureceu. E Deus, na sua infinita sabedoria, nos recompensa com os netos. Eles já nos encontram “escaldados”, mais capazes de compreender suas necessidades. Estamos mais disponíveis. Eles nos enchem de alegria. Nosso tempo é todo para eles. Já estamos em condição de sentar para ouvi-los, de lhes contar histórias, de sermos personagens de contos, de coçar sua cabecinha, de curar suas denguices. Somos capazes de penetrar no mundo da fantasia que os circunda. E nossa casa se enche de festas. Mesmo os ruídos mais irritantes nos fazem sorrir. Os brinquedos espalhados são sinal de vida.

Vida que recebemos de volta, que nos rejuvenesce e nos faz criança outra vez.

E, de repente, recebemos um livro em nossa homenagem, escrito pelo neto. É demais! Outro lhe diz que você é a melhor amiga dele; ou ouve: “vovó, eu te amo”. E mil outras manifestações de amor que nos preenche o vazio no momento em que mais precisamos. E essa vitamina nos revigora e dá forças para continuar a viver.

Quote Djanira Cardoso - netos

E você? Como tem sido a sua experiência? Compartilhe com a gente aí nos comentários! 🙂

 



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