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Mães que inspiram: Fabiana Corrêa

Mães que Inspiram - Fabiana Corrêa

Hoje como convidada, uma mãe que sou fã, a Fabiana Corrêa. Ela me inspira há tempos com seus textos lindos e verdadeiros no blog “Antes que eles cresçam”. Fabiana é mãe dedicada, estudante de antroposofia e super antenada em moda e educação. Fabi conta que com a chegada de seu filho Antonio, vieram também muitas descobertas… Ela acredita que todos os dias valem à pena e que devemos ouvir sempre o nosso coração. Quer saber mais?  Leia abaixo e aproveite! 🙂

Mães que Inspiram - Fabiana Corrêa

Sou um monte de coisas ao mesmo tempo, entre elas o que me levou a estar respondendo essa entrevista agora…mãe do Antonio! E há dois anos fiz uma grande mudança na vida, deixei meu cargo de redatora chefe em uma revista, minha carreira nas redações porque sentia falta demais de ser mãe do meu filho. E nunca fui tão feliz. Mas, ao mesmo tempo, mudei outras coisas: comecei a escrever mais sobre moda, a área que eu gosto, e a prestar consultoria de imagem para empresas e pessoas. 

 

O que a maternidade significa em sua vida?
Eu acho que sempre fui mãe, não do Antonio, mas dos meus amigos…rs. Eu vivia falando pra eles levarem blusa, tinha sempre uma maçã na bolsa…rs. Mas aí o Antonio chegou, meio que sem querer, e foi tudo o que eu sempre quis. Mas, olha, tem dia em que é muito difícil lidar com ele, com as diferenças de temperamento, com as tristezas, com os chiliques. Acho que maternidade significa doação, crescimento (como a gente cresce!), cansaço, luta, muita luta. Mas também é plenitude e beleza. Me fez voltar a ser criança, a voltar pra escola, aprender a pintar. No frigir dos ovos, não tem nada mais emocionante na vida.

Na sua opinião, qual é a melhor recompensa em ser mãe? E a maior dificuldade?
Olha, ao lidar com os problemas e as coisas negativas dos nossos filhos, também lidamos com o nosso lado negativo, com nossas dificuldades. Ser mãe expõe a alma e não é fácil lidar com isso às vezes. Também tem momentos em que ser mãe nos deixa mais sozinhas… Por exemplo, se eu preciso ganhar mais dinheiro porque a mensalidade da escola subiu, a responsa é minha (e do pai, claro!) Aí tenho que trabalhar mais e vou ver menos meus amigos, sair menos à noite… Mas sei que essa foi a minha escolha e que é por um período curto se considerarmos que a vida pode ser longa. Daqui a pouco ele cresce e todo esforço vai ter valido a pena. Minha vida hoje em dia é muito mais em casa, cuidando do Antonio, dormindo cedo para levar na escola de manhãzinha. Se isso é uma dificuldade, também é um grande prazer. E a maior recompensa é ver meu filho crescendo, descobrindo, aprendendo. Perceber tudo de novo junto com ele. Como no dia em que ele conseguiu construir sua casinha, que foi o projeto do terceiro ano, ou quando aprendeu a tocar Beethoven no piano e ficou muito feliz. Esse acompanhamento é um privilégio absurdo! Isso emociona, mais uma vez.

Mães que Inspiram - Fabiana Corrêa

Existe algo que você dizia que nunca faria antes da maternidade e que depois de ser mãe “pagou a língua” e fez?
Eu dizia que a gente tem que se arrumar até pra ir tirar o título eleitoral…rs. Mas no inverno me vi indo levar na escola de roupão e pantufa! Mas deve ter outras coisas bem piores, só que graças a Deus minha memória é péssima.

De que você mais sente falta em relação à sua vida anterior à maternidade?
De silêncio! Meu filho fala demais às vezes…rs. Mas, de verdade, acho que tudo tem seu tempo. Não penso muito no que eu não tenho mais. Prefiro viver o que eu tenho agora, que é esse momento que ganhei de presente da vida, de poder passar mais tempo com meu filho, algo que sonhei por muitos anos.

O que mais a incomoda em relação à maternidade?
Não quero parecer poliana, mas não consigo lembrar de um grande incômodo, agora. Todas as dificuldades fazem parte de uma coisa maior e que é muito prazerosa, no final das contas, que é acompanhar o desenvolvimento de uma criança. No começo foi meio chato ouvir as pessoas me criticando pelas escolhas diferentes em relação ao meu filho (antroposofia, vegetarianismo nos primeiros anos, escola Waldorf etc). Mas logo passei a ouvir essas críticas com mais humor. Ah, eu me sinto mal quando percebo, tarde demais, que perdi a paciência.

Qual a frase que mais utliza na sua relação com os filhos? “Vem cá pra mamãe te dar um abraço”… e depois “Antonio, para de se apoiar na mamãe o tempo todo!”. Há, maternidade é também contradição.

Mães que Inspiram - Fabiana Corrêa

O que você gostaria de ter ficado sabendo antes do seu filho chegar, mas que ninguém nunca lhe contou?
Que o primeiro mês passa, porque a gente acha que não vai sobreviver, e que amamentar é gostoso mas cansa pra caramba! Mas a grande questão é que a maioria das coisas a gente só descobre como lidar depois que já passaram e a criança já está em outra fase, com outros desafios, que você aprende a lidar, de novo, quando eles já estão em outra fase. Ou seja, não acaba nunca. Filho é a melhor escola mas, quando você consegue aprender a lição, cai outro assunto na prova.

Deixe um conselho para mães ou futuras mães que estão lendo este post.
O primeiro mês passa. Você sempre vai se sentir culpada, então faça o que seu coração manda.
E um conselho que o pediatra deu uma vez: o carro novo e a casa nova podem esperar, seu filho não. Se puder se dedicar a cuidar dele enquanto é pequeno, faça isso. Toda criança precisa de um adulto que se dedique inteiramente a ela por uns dois anos. E serve para pai ou mãe, não para babá. Sei que muita gente não pode, mas quem pode e quer, se joga porque acho que nada vale mais a pena na vida. Eu mesma não pude fazer isso…

Mães que Inspiram - Fabiana Corrêa

Mais sobre a Fabi:
– Fabiana Corrêa – Imagem e Estilo
– Blog Antes que eles cresçam

 



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