Mariana Copelli

Mães que Inspiram: Mariana Copelli

Mães que Inspiram - Mariana Copelli

Hoje apresento a Mariana Copelli, uma mulher apaixonada pela maternidade que ama ficar grávida, dar à luz, cuidar de bebês e brincar muito com as crianças. Para fazer tudo isso que ama e que acha tão importante fazer com seus filhos, Mari deixou seu trabalho na área de Marketing, abriu seu próprio negócio e passou a trabalhar em casa, entre uma mamada e outra e enquanto as crianças dormem.

Mães que Inspiram - Mariana Copelli
A Mari é inquieta por natureza e apesar da vida corrida, ainda encontrou tempo para realizar um antigo sonho: o de escrever um livro sobre maternidade. Seu livro “Botei o Bebê de Bruços – Crônicas de uma mãe de três filhos”, publicado pelo Clube de Autores, é lindo, autêntico e exala emoção… Entende porque ela é uma mãe que inspira? Conheça um pouco mais da Mariana Copelli nesta linda entrevista 🙂

O que a maternidade significa em sua vida?
Eu acho que a maternidade é uma grande oportunidade (embora não a única) de sermos pessoas melhores. Mais altruístas, mais nobres. Ser mãe é a oportunidade de colocar outro ser em primeiro lugar, e aprender que a felicidade está em fazer o outro feliz. É levantar no meio da madrugada para atender um choro, mesmo que o sono seja enorme e a cama, quentinha. É comprar com prazer o presente pedido pelos pequenos ao Papai Noel, muitas vezes adiando o próprio sonho de consumo. É dar o melhor lugar no cinema e o maior pedaço do bolo, sem pensar duas vezes. É dar amor, dar carinho, dar tempo, dar conforto, dar apoio, dar amizade, dar liberdade… dar, dar, dar, sem pedir nada em troca.

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Na sua opinião, qual é a melhor recompensa em ser mãe? E a maior dificuldade?
Pra mim, a melhor recompensa em ser mãe é ter a minha vida preenchida por Vida. Nada mais gratificante do que rir o riso dos meus filhos, brincar suas brincadeiras, chorar o seu choro, vibrar com suas conquistas, ajudar em suas dificuldades. Vê-los crescer em tamanho, em valores, em caráter.

A dificuldade surge, a bem verdade, quando não estou bem comigo mesma. Naquele dia que acordei de mau-humor, se estou cansada, frustrada com algum aspecto… puxa, neste dia tudo desanda. Minha falta de equilíbrio interior se reflete imediatamente nas crianças, que são meus espelhos, e então o dia é cheio de brigas, confusão e gritaria. Um dia chato à beça. O maior trabalho de uma mãe é o trabalho interno.

 

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Existe algo que você dizia que nunca faria antes da maternidade e que depois de ser mãe “pagou a língua” e fez? 
Muitas coisas (risos)! A mais importante delas é que eu dizia que nunca, nunca, nunquinha abriria mão da minha carreira profissional de executiva para ficar em casa cuidando de filhos! Mas, assim que terminou minha licença-maternidade, entendi que o meu trabalho remunerado poderia ser retomado a qualquer instante da minha vida, nas mais diferentes áreas e formas de atuação, com infinitas possibilidades. Mas a infância dos meus filhos, fase tão fundamental para sua formação pessoal, emocional, espiritual, essa fase não volta mais. Decidi, assim, pedir demissão e acompanhar meus filhos de pertinho.

 

De que você mais sente falta em relação à sua vida anterior à maternidade?
Puxa, como sinto falta de dormir até tarde nos finais de semana! Meus filhos sempre foram o meu despertador. Nunca falham: acordam com o sol, super cedo.

 

O que mais a incomoda em relação à maternidade?
Não há nada que me incomode na maternidade. Acho que quando a decisão de se ter filhos é plena e consciente, você está preparada para mudar suas prioridades e perspectivas, sem sofrer por causa disso. Tudo bem trocar o programa adulto pelo infantil, tudo bem ter brinquedos espalhados pela casa, tudo bem ter marcas de mãozinhas nas paredes. Se eu me incomodasse com a maternidade estaria, na verdade, me incomodando com a espontaneidade, a criatividade, a vitalidade e a energia das crianças.

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Qual a frase que mais utiliza na sua relação com os filhos?

Eu digo sempre “Te amo. Muito, muito.” e outras coisas assim carinhosas. Mas, talvez com a mesma frequência, eu chamo atenção sobre um comportamento inadequado com a frase: “O que a gente combinou?” Ensinar as crianças a ter respeito, a ter gratidão, a assumir a responsabilidade por seus atos e decisões, é amá-las.

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O que você gostaria de ter ficado sabendo antes do seu filho chegar, mas que ninguém nunca lhe contou? Antes de ser mãe, eu sabia que um bebê pequeno podia chorar por sentir fome, por sentir frio, por se sentir incomodado com a fralda suja. Mas nunca ninguém havia me contado que um bebê também pode chorar simplesmente porque está com sono. Ele chora porque quer dormir! Eu pensava que um bebê com sono simplesmente fechava os olhinhos e adormecia tranquilo, deitadinho confortavelmente no seu berço. Com o tempo e a experiência, aprendi a reconhecer o choro de sono e a criar uma rotina que ajudasse o bebê a adormecer com tranquilidade.

 

Deixe um conselho para mães ou futuras mães que estão lendo este post.
Não despreze o seu instinto materno. Considere, claro, as opiniões de especialistas, o que dizem os livros e sites da internet, as dicas de amigas e a experiência das avós. Mas, fundamentalmente, ouça o seu coração.

Muitas pessoas ditam regras sobre a maternidade e sobre os cuidados com os filhos, como se existe apenas uma maneira de se fazer as coisas para se ter uma família feliz. E muitas mães seguem estas tais regras de maneira irrefletida, e não são felizes assim. Eu penso que cada mãe é única, cada filho é único, cada família é única; assim, o que é bom pra mim pode não ser bom pra você. O que é bom pra um filho pode não ser bom pro outro. Por isso, pare, ouça, sinta. Você vai encontrar dentro de si o caminho que lhe conferirá a paz. Outras mães encontrarão outros caminhos. Todos os caminhos são válidos, desde que exista Amor.

Mães que Inspiram - Mariana Copelli

Mais sobre a Mari:
– Livro Botei o Bebê de Bruços
– Facebook 

 



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