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Dicas para se viver bem no casamento

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Por definição, casamento é a relação estabelecida por duas pessoas, independente do gênero e da formalização de papel assinado, que se elegem como parceiros para uma vida em comum. A gente tem a necessidade de ter companhia, de se sentir acolhido e digo mais: ter companhia pode ser indispensável para a própria sobrevivência, além de ser importante na divisão das tarefas entre outras coisas, não é? Antigamente as pessoas se casavam em nome de algo: filhos, família, patrimônio; era um contrato comercial entre as famílias conforme interesses econômicos ou políticos.

Com o passar do tempo, os casamentos se tornaram um compromisso afetivo (Aleluia!!); o que não deixa de ser um contrato em si, um contrato emocional/afetivo com cláusulas de expectativas e promessas que o casal estabelece. Ao escolher viver juntos, o casal decide se apoiar reciprocamente em todas as circunstâncias, em todos os momentos. E na realidade, sabemos que não é bem assim! Ninguém consegue corresponder às expectativas do outro o tempo todo e isso acaba gerando muita angustia e frustração.

Pense comigo: a sociedade não nos preparou para o casamento; na verdade ela só nos disse que ele é necessário, essencial. Casar gera status no grupo de referência, é “normal” se casar. O que acontece é que geralmente temos pouquíssimas habilidades para vivermos a dois e o casamento muda muito a vida de cada um; se você é casado, sabe como é! A união de duas pessoas, de identidades distintas que criarão uma identidade conjugal (identidade comum a ambos) é um super desafio e construir a conjugalidade é vivenciar a parceria e as diferenças com tolerância e em graus razoáveis. Por exemplo, se as diferenças forem muito grandes vão dificultar ou impedir a construção da conjugalidade.

Uma boa dica para o casal viver bem é exercer o espírito de parceria e não de confronto, de embate. Existem casais que brigam por qualquer coisa, simplesmente para ter razão, para disputar poder. É uma eterna competição. Esses jamais construirão a conjugalidade. Isso não quer dizer que o casal não possa brigar, diferença não significa divergência, hein! Deve haver um respeito das diferenças, das imaturidades; afinal isso significa estímulo e crescimento para relação.

Uma outra dica é o comprometimento dos parceiros para o bem estar próprio e do outro, um cuidado e carinho com o parceiro, levando em consideração o que é importante para cada um. Construir a conjugalidade é dividir o prazer e as responsabilidades de um relacionamento, é ter consciência daquilo que os une, valores, ideias, sentimentos, dando um olhar positivo a tudo isso. Para vivê-la é necessário ter disponibilidade para a vida a dois sem perder a identidade individual, estabelecendo limites. É uma construção incansável!

Portanto queridos leitores, a conjugalidade (palavra difícil, porém linda em seu significado) é uma obra inacabada, uma planta a ser molhada todos os dias. Não existe a medida certa, ou uma fórmula pronta, é necessário acima de tudo que se tenha consciência da necessidade de construí-la e que isso requer esforços diários e muito investimento. Bora lá? 🙂



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