Filhas em viagem

Viagens pós-filhos

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Passaram-se, aqui em casa, alguns anos até o primeiro filho. Houve um período do casamento (disclosure, união estável) sem nenhuma criança em casa. Nesses anos, o grande prazer da família de pai e mãe sem filhos ainda era viajar. As viagens vieram antes do sofá e da mesa de jantar.

Com a primeira filha, de todas as mudança que mais geravam expectativa era o futuro das viagens. Ao contrário dos pensamentos mais cautelosos – e, provavelmente, além dos planos menos cautelosos – tornou-se muito fácil viajar com uma criança. Nossa primeira filha ajudou muito. Criança que dorme bem é um ativo turístico. Mas, a grande vantagem da criança está na própria viagem. Ela muda a relação com o lugar para onde se vai.

Quando falo em viagem, não estou me referindo aquelas viagens para terceirizar o filho em terras distantes. É a convivência entre os pais e a criança e, mais do que isso, a relação entre os pais e o destino. Se, por um lado, a criança, por definição, limita algumas coisas que se fazia antes, ela refaz, de maneira muito positiva, a relação com cada lugar.

Viagens 01

Passear pela praia, por exemplo, pode ser muito mais gostoso. Caminhar por uma cidade e deixar a criança brincar em algum parquinho ou alguma praça amplia a conexão dos viajantes com o lugar e tira a viagem de um plano ou de um roteiro. As coisas ficam mais surpreendentes e coisas pequenas ganham charme ou se tornam lembranças.

Viagens 02

Recentemente, como ganhamos outra filha, começamos a arriscar essas viagens com uma passageira a mais. O curioso é que as duas meninas têm um jeito ou uma personalidade diferente. A segunda não veio pronta de fábrica para viagem como a primeira. Mas as viagens continuaram importantes para nós e cheia de alegrias.

Viagens 03

E a conclusão é não ser apenas o caso de ser guerreiro para levar os filhos. O mais importante é realmente mudar a viagem, adaptar o que se faz ao ritmo, ao gênio e à idade das crianças. Não é preciso infantilizar totalmente  viagem. Aqui em casa, nós pensamos que os passeios infantis são muito bem vindos. Alguns museus são ótimos para as crianças – museus de ciência ou de história natural, por exemplo. Mas o que procuramos é sempre algum lugar com espaço e com um mínimo de barulho – para nossas filhas não se tornarem a fonte de todo ele.

Agora, com duas crianças, as viagens são legais para a interação entre as duas. Mas, o que não deixa de causar impressão é o modo como as viagens são fonte de experiências e impressões para nossas filhas. O que vale para nós como descanso, sair da rotina, para elas vale como crescimento ou, ao menos, repertório de vivências.



3 comentários

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  1. Carol

    Márcio, acabei de chegar de Londres com meus filhos. É a terceira vez que vou a Londres e, como você disse, a companhia deles mudou bastante a percepção da cidade. Ótimo post.


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