Viagens à trabalho

Viagens de trabalho e maternidade

No último mês tive que viajar bastante a negócios. Fui a Maceió palestrar no Fron In Maceió sobre Empreendedorismo Feminino, fui para o Marrocos (\o/) palestrar sobre liderança feminina no Fórum Mundial de Direitos Humanos, fui a Brasília participar do Seminário Juventude e Política Internacional e agora estou em São Paulo, onde vim apresentar projetos e participar de um evento.

Além das preocupações normais de viagens como essas, ainda enfrento uma caixa de e-mails LOTADA (e pessoas cobrando respostas), trabalho atrasado e, claro, a saudade e a logística com minha filha.

De um lado o sucesso profissional, de outro a família. Mas quem disse que é impossível conciliar os dois? Com planejamento, tranquilidade e vontade a gente consegue ver a carreira decolar e cuidar da família (e ainda ser recebida no aeroporto pela família com uma plaquinha dessas!).

recepção no aeroporto
Via Instagram @debxavier

Eu e o pai da minha filha somos separados há anos e desde os 8 anos da Tathi nós dividimos a guarda dela. No geral funciona bem, especialmente quando eu preciso viajar, pois ele tem uma rotina que permite que ele fique com ela enquanto eu estou fora. O ideal é avisar com antecedência, mas muitas vezes eu fico sabendo das viagens em cima da hora.

Em tempos de viagem, me viro em mil e peço favores: pros meus pais, pros dindos e pro pai da Tathi. E não me sinto culpada não. Aliás, nós, mães precisamos diminuir nossa cota diária de culpa, né?

Vi outro dia uma propaganda da Vivo (não é merchan!) que mostrava o pai cuidando do filho enquanto a mãe viajava (imagino eu que a trabalho) e fazendo video chamada pelo celular. Gosto muito de propagandas que redefinem estereótipos de gênero. No geral imaginamos que a mãe quem cuida dos filhos e que é o pai quem viaja a trabalho. Me identifiquei bastante com a visão do comercial, pois eu viajo bem mais do que o pai da Tathi e preciso que ele fique com ela durante minhas andanças pelo Brasil e pelo mundo.

Nem todo mundo tem uma relação saudável com o ex ou tem guarda dividida. Nesses casos eu sugiro que as mães viajadouras criem redes de apoio com vizinhos, amigos, família e que tenham uma baby sitter de plantão para emergências.

E como lidar com a saudade nesse meio tempo? Whatsapp, facebook, e-mails, ligações. Dica: eu e minha filha mandamos fotos de beijos de boa noite pelo whatsapp – me sinto próxima e querida, ainda mais em um momento “crítico” como a hora de dormir.

Beijo de boa noite
Imagem do arquivo pessoal Deb Xavier

Mostre ao seu pequeno(a) que você está ao alcance dele(a), mas explique que viagens assim fazem parte da nossa vida profissional e pessoal. Se puder, é legal trazer um presente / mimo de cada lugar para mostrar que você também pensou nele(a) enquanto estava fora. Quanto mais confiante e segura você estiver com a viagem e com a rede de apoio que escolheu, mais tranquilidade você passa para seu filho(a).

Boas viagens!



There are no comments

Add yours