Slow Parenting

Slow parenting: Tire o pé do acelerador e curta seus filhos!

Vivemos o oposto da Revolução Industrial…no lugar da fast food, do fast car (lembra da Tracy Chapman?) e do fast love, a slow food, a slow medicine (medicina desacelerada) e por que não o slow parenting. Você já ouviu falar nisso?

É simplesmente tirar o pé do acelerador quando o assunto é a criação dos filhos, sem significar necessariamente seguir os passos de uma tartaruga. Não é isso…É talvez dar mais valor ao descascar de uma mexerica do que a não perder o horário do cinema. É talvez preferir que seu filho faça um menor número de atividades extracurriculares a colocá-lo em um número sem-fim de aulas (balé, natação, judô, música..)

Mas como não ultrapassar limites e, ao mesmo tempo, não sentir que seu filho não está evoluindo como os outros? Difícil encontrar esse equilíbrio. 

Um cara que fala sobre esse tema  é o jornalista escocês Carl Honoré, autor do livro O movimento slow – Devagar – Como um Movimento Mundial Está Desafiando o Culto da Velocidade. Ele fala sobre a obsessão pela velocidade do mundo moderno em que as pessoas querem fazer mais coisas em menor tempo, uma verdadeira corrida contra o tempo.

Aqui está o vídeo do Carl Honoré no TED. Se tiver um tempinho, vale assistir! Ah, tem legendas em português 🙂

O jornalista cita, inclusive, situações extremas como o speed yoga (em vez da meditação propriamente dita) e até o ato de ficar em vez de namorar. 

Transportando isso para o universo infantil, Carl Honoré chegou a ler contos de ninar para seu filho pulando páginas, resumindo a história, até o ponto em que chegou a recorrer a uma matéria que ensinava a contar histórias de ninar em um minuto para as crianças. 

Pois bem…não é segredo para ninguém que as crianças devem ter rotinas e se habituar a elas para que se tornem pessoas organizadas no futuro, mas será que é mesmo ideal que uma criança de 6, 7, 8 anos faça três ou quatro atividades extras, além da escola, que na maioria das vezes oferece aulas não convencionais também? 

Muitas vezes encontro mães que optam (ou não têm outra opção) por deixar seus filhos na escola em período integral. Escolas de boa qualidade, inclusive. Mas será que essa criança não fica estressada por ficar tanto tempo fora de casa, enquanto poderia estar fazendo nada, uma ou duas horas em casa?

Sempre me forço a passar muito tempo com minha filha, mas confesso que vivo um pouco essa aceleração da vida, ao colocá-la em atividades extras, como natação e música. Vivo esse dilema diariamente, porque há dias que ela quer domir mais, está cansada da correria da escola…

E olha que ela adora as atividades extras, mas para uma menininha de pouco mais de 2 anos, será que estou agindo certo? Será que ela precisa aprender a nadar agora ou mais tarde? Definitivamente não sei…

Fico preocupada só de pensar que ela já me avisou várias vezes que quer fazer balé aos 3 anos…e agora? Como encaixar tantas coisas na agenda de uma pessoinha em formação? Não sei. 

São questões sem respostas prontas, mas sei o quanto é importante que a criança brinque na grama, cate pedrinhas e simplesmente deite na rede da casa da vovó. 

Se não nos forçarmos a fazer isso com nossos filhos, teremos crianças estressadas, frustradas (porque não darão conta de fazer bem tudo o que for proposto) e sem qualidade de vida… E viva o ócio pelo ócio! Criativo ou não!



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