aprendendo a aprender

Aprendendo a aprender

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O tempo passa e as coisas mudam. Não dá para achar que todos os planos e ideias que temos para nossos filhos vão fazer sentido algum tempo para frente. Pode ser que seja mais importante aprender chinês do que inglês e pode ser que, sequer, eles precisarão aprender qualquer língua. Do jeito que a tecnologia vai, provavelmente, delegaremos as habilidades linguísticas para algum tradutor inteligente. Riscos a parte para a utilidade do aprendizado de idiomas, há algo interessante aqui. Não deve ser todo mundo que concorde, mas eu sou, dentro do possível para cada um, favorável ao estudo bilingue – ainda que a criança não precise da língua futuramente.

Falando sem credenciais pedagógicas ou outra qualificação qualquer mais adequada, uma das coisas mais importantes para a criança parece ser o aprender a aprender e reconhecer diferenças. Em casa temos uma certa atração por esse “aprendizado do aprendizado”. Alguma consciência parece adequado que a criança tenha de estar com algum conhecimento maior que o anterior e que situações diversas funcionam de forma diversa. Ou seja, mais do que já arranhar um pouquinho do inglês, o estudo da língua na infância deve ser interessante por ser algo marcante para a criança pela diversidade e evolução.

Particularmente em casa, estamos agora em um passo além nessa história. Nossa filha saiu da escola bilingue e foi para uma maior – por problemas principalmente de distância e transporte (no que São Paulo contribui). Vez ou outra conversamos com ela como fazer para que ela não perca as habilidades em inglês que ela já tem (ou tinha). Essas conversas ajudam nessa compreensão do aprendizado (segundo, ao menos, nossas intenções). Existem algumas questões em torno – de disciplina, atividades extracurriculares, tempo, etc -, mas, isso de lado, nossa filha passa a reconhecer que o inglês que ela adquiriu foi com esforço e que precisa de esforço continuado para permanecer. Não acho que isso seja uma antecipação de problemas para a infância. As conversas são conversas simplesmente – sem maiores pressões.

Essas conversas sobre esforço, sobre “de onde as coisas vêm” ajudam a passarmos uma compreensão para ela de várias situações. Além do mais, pequena que seja a pessoa, a infância já é tempo de ensinar responsabilidades. Existe até um estudo com marshmallows que ilustra a importância da responsabilidade e do autocontrole. Não vou falar sobre ele aqui – estaria fugindo da minha especialidade de pai amador. Mas fica como curiosidade para quem quiser saber mais!

Até a próxima!



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