DISNEYONICE

Diversão infantil e o limite dos pais

Tenho pensado muito na importância do equilíbrio entre o lazer das crianças e o que os pais fazem para alcançar esse objetivo. Como saber dosar uma oferta inesgotável de eventos, a satisfação compensadora dos filhos e o desgaste provocado por dias de intensa atividade?

E escrevo sobre isso porque também é um dilema pra mim. Nos finais de semana em que não trabalho geralmente fico mais cansada do que se estivesse de plantão. Por quê? 

Simples… Porque quero agradar minha filha de todas as formas, me desdobrando para que ela vá ao teatro, ao cinema, a espetáculos, a pracinhas, aniversários ou brinque com os primos.  Até aí nada demais. Não sou melhor do que nenhum pai ou mãe que se preocupa com a parte lúdica de sua prole.

Ah, se tivéssemos todas as respostas. Mas das experiências bem ou malsucedidas nascem diferentes pontos de vista e, de alguma forma, aprendemos. Recentemente, fui ao evento Disney on Ice com minha pequena, um espetáculo imperdível para quem ainda não teve oportunidade de conhecer o verdadeiro mundo da Disney (Disneyworld).

Enfim, o show foi no estádio Mineirinho, em Belo Horizonte, com acústica terrível e tíquetes comprados com três meses de antecedência. Além do alto preço dos ingressos (R$ 100 a meia-entrada, R$ 40 um saco de pipoca, R$ 8 um refrigerante e R$ 100 uma boneca da Minnie ou do Mickey  tamanho médio), não era incomum ver pais e mães tentanto erguer seus filhos nos braços para que pudessem ver os personagens e seu balé perfeito sobre o gelo por cerca de uma hora e meia de show.

É claro que as crianças nem fecham a boca, tamanha a satisfação de ver de perto seus desenhos preferidos, mas será mesmo que precisa ser assim? Já respondo: não precisa. Muitos deles tem 2, 3, 4 anos…não passaram por quase na vida ainda e têm tanta coisa pela frente. 

E é preciso mesmo segurar a tentação, pais e mães! A lista de itens é infindável e aqui incluo as famosas fantasias de princesas e príncipes originais, compradas a duras penas na própria Disney (por até US$ 50 ou a R$ 300 no Brasil). 

Que venham Patati-Patatá, Frozen, Palavra Cantada, Galinha Pintadinha, Os Três Porquinhos e tantas outras tentações infantis  e que nós, como adultos, saibamos equilibrar nossas vidas e a de nossos filhos para que eles aprendam que pais têm limites, que também se cansam e, por isso, precisam  relaxar, esparramados em algum sofá, enquanto as crianças dormem.  

Deixando claro aqui que a culpa é estritamente nossa, pais de plantão, de não conseguirmos conter nossos dedos ‘nervosos’ ao primeiro chamamento para um espetáculo do tipo “esse é imperdível”. Bom, termino o texto com duas hashtags motivacionais – #quetalumadormidinha? e #nestenósnãovamos.  



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