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Como um assalto me mostrou os limites da tecnologia

Coluna RM no Portal FF do UOL
Oi, meninas! Tudo bem? Nos últimos dias passei por uma experiência punk de um assalto (foi horrível, conto em outro post!) em que tive carro, celular e outras coisas roubadas. Estava com meu filho e minha irmã, mas graças a Deus, agora está tudo bem! Sinceramente acredito que até nas situações mais difíceis, a gente aprende alguma coisa e por isso compartilho com vocês a minha experiência e um ponto de vista que foi reforçado com a triste ocasião.

Quem me conhece sabe que sou uma pessoa que vive conectada, curiosa por natureza, viciada em internet, feeds e apps dos mais diversos fins. Eu e muita gente, né? Acordava olhando a tela do celular (quem nunca?) e este processo se repetia até a hora de dormir. A tecnologia, sem dúvida, proporciona incríveis interações e gera conhecimento instantâneo, o que é muito bacana, certo? O outro lado da moeda é que a tela do celular, no meu caso, se tornava minha maior inimiga à medida que não conseguia estar “inteira” em diversas situações e que vivia sedenta pelo feed da minha timeline.

Vou dar um exemplo: ao brincar com o meu filho, tendo o celular do lado, não estava somente com ele, mas em companhia também de centenas de pessoas que estão ligadas a mim pelas redes sociais: algumas pessoas queridas e outras que não tenho a menor intimidade. Tinha o celular como meu fiel escudeiro; o via como a “maçã” que se recomenda ingerir em benefício da saúde… Nas corridas de carrinhos que fazia com o Henrique, antes mesmo de finalizarmos o percurso, uma foto do Instagram me interrompia como se fosse um grande outdoor, os feeds do Facebook eram verdadeiros pedágios e um email indesejado, um grande obstáculo a ser vencido. E o que era para ser somente eu e meu filhotinho na pista, de repente se transformava num engarrafamento sem fim!

Entre um empurrãozinho no balanço da pracinha e uma descida no escorregador, atualizações do Facebook pipocavam em minha tela. Na caixa de areia, organizava a minha caixa de entrada. Isso tudo porque as mulheres tem a “feliz habilidade” (será?) de fazer mil coisas ao mesmo tempo… Me dei conta (antes tarde do que nunca!) que muitos assuntos e muita gente invadia um espaço que era para ser somente meu e de quem estivesse comigo.

Agora, longe do aparelho “faz tudo” e com um telefone provisório que praticamente só faz e recebe ligações, me vejo mais inteira nas minhas relações. Não fico fuçando o celular enquanto converso e nem mesmo respondendo às mensagens instantaneamente, independente do local onde esteja. Existe vida sem zap zap minha gente! (E eu acreditava que não!)

luciana_henrique

Me sinto realmente mais leve e com mais tempo para mim. Estou percebendo que havia uma cobrança enorme em minhas costas; sobre responder mensagens na hora em que as recebia… Mas vi que essa cobrança era só minha; afinal ninguém vai morrer se eu responder aos emails com algumas horas após o recebimento, né? Achava que não viveria sem meu celular: meus contatos, compromissos, feeds, emails etc. Mas sinceramente: está bem mais fácil do que eu pensava! Não digo que não voltarei a ter o aparelho “faz tudo”, mas garanto que estou aprendendo muito com essa experiência.

O assalto foi punk, mas usar a tecnologia de forma mais moderada está me fazendo colher frutos deliciosos; e posso garantir que não são maçãs! rs…Pensando em tudo isso, segue o vídeo abaixo, que já é antiguinho, mas continua super atual e pertinente ao tema de hoje. Vejam só:

>> Veja essa publicação no Portal Finanças Femininas do UOL 



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