Ellen e Gabi

Solteiros com filhos… classe que desponta no Brasil

Há um ano e meio aceitei o convite da querida amiga Luciana Cattony para integrar a equipe de colunistas do site Real Maternidade, um espaço para mães e pais dividirem aflições, alegrias e trocar informações. Por ser mãe solteira, fiquei um pouco temerosa de ser mal interpretada ou julgada de alguma forma.

Qual não foi minha surpresa com a repercussão do segundo artigo “Sou solteira e quero ser mãe, sim!”, publicado em novembro de 2014. O texto foi uma espécie de desabafo, de relato do que foi minha batalha para conseguir ser mãe, sonho antigo meu.

Minha surpresa maior é que o site Real Maternidade virou um espaço de relatos de pessoas, homens e mulheres, hétero ou homossexuais, de vários estados brasileiros, que desejam firmemente ser pais ou mães e, não necessariamente, têm o parceiro ou desejam se relacionar.

Os testemunhos são verdadeiros, alguns angustiados, especialmente no caso das mulheres acima de 35 anos, já que o relógio biológico feminino não espera e muitas delas veem o sonho da maternidade se esvair a cada ano que não realizam seu desejo.

Fico feliz de ter nascido em uma era que novas configurações familiares começam a ser aceitas, sem o julgamento ácido das pessoas, sem que elas conheçam a história dos envolvidos e sem que elas possam dividir com pais e mães solteiras momentos únicos com os filhos.

Segundo pesquisa do Instituto Data Popular,  31% das mães brasileiras são solteiras. Ainda há muito o que avançar…as informações sobre esse tema são escassas, há poucos bancos de esperma no país, o que dirá acesso a eles. E mesmo com uma certa abertura por parte da sociedade, há ainda uma névoa envolta sobre esse assunto…e o temor de o filho (a) ser rejeitado.

Ao mesmo tempo, é possível encontrar grupos que discutem o assunto, a exemplo de perfis como “Pai solteiro e daí”, “Mães e pais solteiros do Brasil”, “Mães solteiras e felizes”, todos do Facebook, que podem ser a primeira semente para tratar do tema.

Quanto à minha experiência pessoal, o que posso relatar é que só me arrependo de uma coisa: ter tomado atitude somente a partir dos 36 anos…se soubesse que a maternidade me traria tanta felicidade, teria iniciado minhas tentativas de ter filhos bem antes…ou talvez abrisse uma creche! Hoje, eu com 44 e ela com 3, sou 100% mãe e amiga da minha filhota Gabi.

 

momentos Ellen e GabiImagens: Arquivo Pessoal Ellen Cristie

 

 

 



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