carta ao futuro eu

Uma carta de pai para filho

Navegando no blog da Perestroika (que eu adoooro!) encontrei esse texto muito legal do Bruno Cisco, redator publicitário que trabalha em Porto Alegre. Achei o texto bastante pertinente e relevante, por isso entrei em contato com ele e pedi autorização para publicá-lo por aqui. Para minha felicidade, ele aceitou e eu fiquei muito agradecida. É um texto sobre atualidade, empatia, amor e sobretudo respeito. Espero que você goste! Olha só:

Carta ao Futuro Eu

Filho,

Quem escreve é o seu pai.

Estou escrevendo para te contar algumas coisas que talvez sejam úteis para o seu crescimento.

Não o físico, o moral.

Coisas que eu aprendi com o meu pai, coisas que eu aprendi com uma das minhas melhores qualidades, modéstia à parte: a observação.

Na minha geração, ainda se fala sobre direitos e deveres.

Porém, muita gente assimila isso aos direitos cíveis.

Vamos abrir um pouco o leque.

Você está vivendo em uma época onde, literalmente, você pode ser o que quiser.

Administrador ou gari, todas as profissões estão cada vez mais acessíveis.

Fazer faculdade é um direito seu.

E acredite, teve muita gente que batalhou para você poder escolher um curso que você tenha afinidade.

Falando em escolhas, não sei se você sabe, mas você também pode escolher com quem você quer passar os dias.

Homem, mulher, transgênero, crossdresser, são tantos os nomes que eu nem me arrisco a citar.

Tem gente que odeia em pensar nesse tipo de liberdade.

Não ligue para eles.

Estão, pouco a pouco, sendo naturalmente defenestrados da sociedade.

Seleção natural.

Aliás, você já estudou Darwin?

Deixa pra lá.

Deveres, bom, você tem vários.

Mas tem um que eu quero destacar.

Um dever que deve ser inerente a tudo o que você fizer a partir de agora:

O respeito à mulher.

Não, meu filho, você não tem escolha.

É um dever seu respeitar todos os seres do sexo oposto.

Acredite, muitas pessoas também batalharam por isso.

E outras muitas delas se contorcem só de imaginar uma sociedade igualitária.

Chamam elas de putas, vagabundas, coisas que nem cabe repetir.

Tem aqueles que chamam de feminazis.

Aliás, você já estudou sobre a Segunda Guerra Mundial?

Deixa pra lá.

Tem mulheres que ainda gostam de flores.

Outras de bombons.

Mas todas, todas mesmo, gostam de serem respeitadas.

De ter o direito de fazer o que quiser com o seu próprio corpo.

De ter os mesmos deveres que qualquer outra pessoa.

De ficar, namorar e casar com quem quiser.

Nada a mais, nada a menos.

Então é isso, meu filho.

Cuide-se, coma seus vegetais, leia mais livros e ouça os mais velhos.

E se alguém vier pra cima de você com essa coisa de feminazi, é bom que você saiba o que é feminismo.

Ou, pelo menos, que você conheça um pouco sobre a Segunda Guerra Mundial.

Texto de Bruno Cisco – redator publicitário.
“A
posto sempre no conteúdo. Confio nas pessoas. Devolvo livros.”

Mais do Bruno em: http://brunocis.co



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