Dia do Papai

Dia do Papai

Neste mês minha filha completa 2 anos. Será meu primeiro dia dos Pais em que ela já fala “PAPAI”. E isso faz toda a diferença. É que quando ela fala “PAPAI” é como se fizesse cosquinha no meu coração. Ou como se o mundo ficasse em câmera lenta e ela dissesse um monte de coisas embutidas nessa palavrinha. Tipo, no “PA-” seria “esqueça todos seus problemas” e no “-PAI” seria “porque eu te amo”. Ou melhor, na segunda sílaba seria “porque você me ama”. Sim, porque o amor que sentimos por essas criaturinhas é realmente incondicional. Não exige nada em troca.

Filhos nascem com uma enorme vocação para serem amados. Não importa a M que eles possam fazer. Eles que não saibam disso! A propósito, deve ser por isso que logo nos primeiros anos já temos que limpar as sujeiras deles. Quer prova de amor maior que isso?  É como aquela expressão “por fulano, eu boto a mão no fogo”. Pelos filhos, a gente bota a mão na M. Que é muuuuito pior.

Eu me lembro muito bem da primeira vez que a Liz falou “papai”. Mesmo porque, foi péssimo. Eu estava com uma conjuntivite brava e não pude ir correndo abraçar e fungar minha filhota. Acho que quase todo pai deve se lembrar de sua primeira vez. Mas eu estava aqui pensando: será que se lembram da última? Sim, porque chega um momento em que a gente fica burro e para de falar essa palavrinha. Eu, pelo menos, não me lembro da última vez em que chamei meu pai de “papai”. Taí. Vou proibir minha filha de me chamar de outra coisa. Mesmo quando ela tiver 60 anos (e eu quase 100) eu só vou atender pelo verbete “papai”, também conhecido como “esqueça todos seus problemas porque a gente se ama”.

Então tá combinado, né? Segundo domingo de agosto: dia do Papai.

Dia dos Pais
Arthur Junior e a pequena Liz, de 2 anos – Arquivo pessoal



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