sobre os 3 anos

“Eu faço sozinho” – Os terríveis 3 anos

Já escrevi sobre os terríveis 2 anos…e na época fiz referência aos anos incríveis…um ano depois percebo que os terríveis 3 anos existem, mas são tão ricos e incríveis quanto os 2 anos. É a fase do faz-de-conta, são os ‘anos mágicos’. O mundo é pura fantasia e imaginação e, para isso, as crianças desenvolvem assustadoramente a linguagem verbal.

No livro A mente do seu filho, de Fábio Barbirato e Gabriela Dias, os autores apontam determinadas características que definem a criança de 3 a 4 anos. Vamos a elas:
– É capaz de separar-se da mãe durante curtos períodos de tempo.
– Utiliza bastante a imaginação.
– Comeca a desenvolver alguma independência e autoconfiança.
– Pode manifestar medo de estranhos, de animais ou do escuro.
– Começa a reconhecer os seus próprios limites, pedindo ajuda.
– Imita os adultos.
– Compreende a maior parte o que ouve e seu discurso é compreensível para os adultos.
– É bastante curiosa e inquiridora.
– Sabe o próprio nome, seu sexo e sua idade.

É hora de pedalar qualquer coisa: velotrol, bicicleta, patinete…E, também, as quedas aumentam e ficam mais sérias. Eles se tornam mais corajosos e literalmente ‘se acham’. “Mãe, eu sei fazer sozinho.” Tomamos um susto porque estávamos acostumadas àquele bebezinho inocente e dependente. E isso aos 3 anos.

Em se tratando de birras, elas com certeza se consolidam…rs. E ai dos pais que não se impõem diante de cenas como a do filho que se deita no chão em pleno shopping ou no meio de uma festa e apronta o maior escândalo. Trancar-se no banheiro e chorar não é a melhor forma de lidar com o problema.

Mas viver os 3 anos não é só desafio. Há inúmeras partes bem gostosas da criança de 3 anos…que tenho certeza de que a maioria dos pais sente falta. Embora sejam extremamente temperamentais, em alguns momentos, em vários outros são crianças muito doces. Formam frases inteiras, batem o pé quando querem alguma coisa e já exercem a tal da autonomia, mas ainda dizem “eu te amo”, “adoro você”, “estou com saudade”.

Contam tudo o que viveram no dia e perguntam sobre tudo e todos. “Por que choveu?”, “Hoje é que dia?”, “Quando eu crescer posso usar batom vermelho?”, “Quando vou poder dirigir?” e tantas outras questões.

Descobrir o mundo faz com que fiquem valentes, mas sem a menor noção de perigo. Dizem que passa rápido demais. O importante é perceber as características de cada idade, viver da melhor forma possível e tentar minimizar o que é considerado um problema… E melhor: que a criança seja criança.

E como está sendo essa fase por aí? Conte pra gente nos comentários!



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