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Boa educação: investimento e trabalho em equipe

O início de um relacionamento do casal é mágico. Mesmo com todas as diferenças de personalidade, tudo é facilmente superado. No entanto, com o passar do tempo e ao longo da convivência, alguns traços divergentes nas personalidades começam a gerar transtornos que já não são mais superados com a mesma facilidade do começo. A grande questão é que essas diferenças entre os pais podem influenciar de forma intensa a criação e educação dos filhos.

Um dos pontos afetados, entre tantos aspectos, é a forma como as crianças irão aprender a lidar com dinheiro. De forma prática, suponha que você desempenhe um papel mais rígido do que o seu parceiro, que por sua vez, costuma ser mais “light”. Ainda na infância, irão surgir os primeiros conflitos.

Você dirá para o seu filho que ele não deve jogar bola dentro de casa, que por sua vez, desobedece, quebra alguns objetos de decoração e é colocado de castigo por você. Então, o pai fica sensibilizado com a cara de dó da criança e o libera do castigo sem que você fique sabendo. Fazendo o papel de bonzinho, ele ganha a credibilidade do filho, enquanto não percebe que essa atitude tira a sua autoridade – além de desperdiçar a oportunidade de ensinar limites ao filho.

O mesmo tipo de situação pode acontecer quando o assunto é dinheiro. Seu filho anda gastando a mesada sem controle algum, sempre querendo um “adiantamento”. Para corrigi-lo, você não cede aos pedidos. Da mesma forma como aconteceu com o castigo anterior, o marido libera uma grana por fora da mesada para que o filho possa passear com uma namoradinha nova.

A situação também pode inverter-se. De repente o pai da criança é mais firme e você seja compreensível demais e vive dando um jeito de tirar seu filho das enrascadas que ele mesmo cria. A grande questão é que esse tipo de atitude não costuma levar em consideração as implicações posteriores.

Se vocês não buscarem uma forma coerente de dar limites ao filho, de forma que ambos sejam firmes com as escolhas que adotarem para punir as atitudes erradas, como podem cobrar maturidade dele mais tarde?

Se na infância ou adolescência ele aprende que pode continuar dando um jeito para conseguir acesso ao dinheiro, ainda que a mesada tenha sido suspensa, ele estará aprendendo que não precisa se comprometer com responsabilidade para cuidar do dinheiro. Se ele é liberado de um castigo mesmo depois de ter desobedecido a mãe, está aprendendo que não tem obrigação de aceitar “não” como resposta.

Lá na frente, se o filho torna-se um adulto irresponsável e pouco comprometido com o trabalho e com a carreira, que frustra-se facilmente em qualquer situação em que é contrariado, os pais sofrem em dobro.

Dar uma boa formação / educação aos filhos não é tarefa fácil, mas exige um comprometimento muito sério em todas as etapas da vida deles. Se você e o pai da criança estão tendo problemas quanto a isso, é hora de achar um meio termo entre o lado muito rígido de um a postura mole demais do outro. O importante é que, no fim das contas, vocês saibam respeitar as decisões tomadas e que pensem a longo prazo quando precisarem dar aos filhos algum tipo de correção.



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