Investimento para crianças

Como fazer investimentos para seus filhos?

Com o desejo de garantir um futuro melhor para seus filhos, muitos pais vêm apostando em investimentos no nome das crianças. Os principais motivos para a escolha vão desde ajudar a pagar a faculdade até proporcionar uma experiência de intercâmbio no exterior e facilitar a aposentadoria no futuro. A seguir, mostramos as principais alternativas e apontamos alguns fatores que os pais devem considerar antes de investir.

Opções de investimentos

A previdência privada é a primeira alternativa que vem à cabeça, já que é indicada para investimentos de longo prazo. Nela, o titular é um dos pais, enquanto os filhos são os beneficiários. Assim, caso o titular faleça, os beneficiários receberão os recursos sem passar pela burocracia do inventário. Porém, é preciso escolher o plano com cuidado, pensando nos seus objetivos, e ficar de olho nas taxas cobradas.

É possível ir além da previdência e considerar investimentos como CDBs, Tesouro Direto, LCIs, fundos de investimentos e até ações. Normalmente, indica-se aplicações atreladas à inflação, já que elas garantem que não haja perda do poder de compra ao longo do tempo.

Caso você seja uma investidora experiente, nada lhe impede de montar uma carteira diversificada, que contenha títulos no Tesouro IPCA, títulos privados ou fundos de investimento específicos.

Já a poupança deve ser deixada de lado. Se considerarmos o cenário econômico atual, ela dá resultados semelhantes a investimentos de renda fixa – como Tesouro Direto e CDB – no curto prazo. Porém, quando se pensa no longo prazo – pelo menos 10 anos –, outras aplicações oferecem rendimentos muito mais interessantes.

Orientações gerais

Os pais podem fazer o investimento em nome de um dos responsáveis ou diretamente no nome do filho, desde que ele tenha CPF – isso é permitido apenas em algumas instituições.

No segundo caso, o dinheiro estará sob controle dos pais até que a criança complete 18 anos. Depois disso, ela poderá movimentar os recursos por conta própria. Nesta opção, os adultos estarão, de fato, transferindo dinheiro ao filho. Uma das vantagens é que essa modalidade exclui a necessidade de inventário diante da ausência do responsável.

Se, por um lado, deixar o investimento no nome dos filhos dificulta que os pais caiam na tentação de mexer naquele dinheiro, por outro, é preciso levar em conta que os recursos pertencerão ao filho depois da maioridade. Assim, se ele tiver um plano diferente para aquela reserva, os pais podem acabar frustrados.

Na hora de escolher, leve em consideração a idade da criança, quantidade de dinheiro a ser investido, prazo, metas e tributação. Defina uma estratégia e bons investimentos!



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