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Realidade virtual auxilia na redução de cesáreas e no tratamento do autismo

Uma de nossas colaboradoras do Real Maternidade esteve recentemente no SXSW – South by Southwest – um dos principais festivais de tecnologia, música e cinema do mundo, que acontece todo ano em Austin, Texas. Uma das principais “trends” apresentadas e discutidas durante o festival foi o uso de tecnologia na saúde, especialmente a realidade virtual. E como a gente simplesmente AMA esse assunto, não podíamos deixar de compartilhar por aqui!

Conhecida como VR, a realidade virtual consiste na criação de um mundo digital, que é acessado por um óculos ou cabine e faz com que o usuário se sinta inserido no ambiente criado. A tecnologia já está avançada e é possível, em alguns casos, reproduzir aromas, sons e até tato. Essa tecnologia é utilizada na medicina em diversos casos: como treinamento de futuros médicos, tratamento psiquiátricos e até mesmo meditação.

 Foto: Medcel

Do stress pós-traumático ao autismo
A University of Southern California possui um programa de tratamento de stress pós-traumático, utilizando realidade virtual. Em um ambiente seguro e controlado é possível trabalhar pontos chaves dos traumas dos pacientes. O programa é utilizado especialmente no tratamento dos veteranos de guerra.

Na Universidade do Texas, o projeto de VR é focado no tratamento de autismo; os pacientes podem treinar suas habilidades sociais em um ambiente virtual. Algumas crianças com autismo podem ter dificuldades em situações cotidianas que para muitos de nós são tranquilas, como pegar um ônibus ou comprar o lanche, por exemplo. Explorar cenários estressantes em um ambiente virtual seguro pode ajudar os pequenos a lidarem com seus medos e melhorar a qualidade de vida.

Redução do número de cesáreas
Aqui no Brasil, o Hospital Israelita Albert Einstein, em parceria com a SIDIA – Samsung Instituto de Desenvolvimento de Informática para Amazônia, desenvolveu uma plataforma de Realidade Virtual de treinamento, a VR Healthcare, para capacitar profissionais da saúde a participarem do Programa Parto Adequado, que tem como meta a redução do número de cesáreas realizadas no país. No último balanço realizado e divulgado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), após a implementação do projeto, houve uma redução dos partos cirúrgicos em 17,7 pontos percentuais.


Foto: Samsung

Portanto, minha gente: nem só no mundo dos games está a tecnologia. Felizmente ela se encontra cada vez mais inserida em nosso dia a dia, contribuindo para melhorar a saúde de mães, crianças e famílias no Brasil e no mundo. Pura inspiração!



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