E quem disse que menino não dança?

E quem disse que menino não dança?

Aqui em casa, toca uma musiquinha e a gente já começa a dançar! Eu fiz dança desde criança e retornei a este universo depois de adulta; não troco por nada! Dança dá leveza e alegria à vida. Foi pensando nisso que à convite de uma mãe do coleguinha do Henrique, fomos conhecer a aula de “Danças Urbanas”, uma aula destinada aos meninos em uma escola de dança muito bacana daqui de Porto Alegre: a Dullius Dance. Para a minha surpresa, me encantei logo nos primeiros momentos.

A “Dança Urbana” é um estilo de dança muito ativo e atual. A modalidade integra movimentos, brincadeiras e músicas que já fazem parte do universo dos meninos. Muito do que as crianças gostam e acompanham em seu dia a dia, nos filmes, internet e TV dialoga com o que está acontecendo no “hip hop” e por isso a identificação com a modalidade parece ser bem mais fácil e natural.  “Muito do que passo para os meninos nas aulas, eles já viram em algum lugar e com isso se sentem ainda mais animados”, comenta o professor Lucas Tossi.

Lucas se mostrou um especialista em crianças! A imaginação e a criatividade fez da aula uma deliciosa brincadeira. Enquanto dançavam, os meninos faziam parte do “exército dos robôs dourados” e assim aprendiam a se movimentar e a coordenar diversos tipos de movimentos. As crianças se divertiam muito, enquanto os pais observavam a aula com brilho nos olhos e total encantamento.

Pensando que as crianças não conseguem ficar concentradas em algo por muito tempo, é importante que as aulas sejam estruturadas de forma lúdica e dinâmica, levando em consideração a idade da criança e o cenário em que está inserida. Meninos dessa idade geralmente gostam muito de jogar futebol, imitar heróis, assistir desenhos… E tudo que faça referência a isso nas aulas se faz interessante. “Normalmente estou sempre investigando com os pequenos as coisas que eles mais gostam de fazer para conhecê-los ainda mais. Assim, consigo trazer todo esse universo para a dança, fazendo com que as crianças façam esse link sozinhos e sobretudo se divirtam muito em sala de aula”, comenta Lucas. Um exemplo disso é a relação entre o “Popping”, um estilo de dança urbana baseado na técnica de rapidamente contrair e relaxar os músculos com a imitação dos robôs em sala de aula. Veja que bacana: 

 

Benefícios

Já está comprovado que, além de desenvolver a coordenação motora, contribuir para a noção espacial, agilidade, equilíbrio, desenvolvimento muscular e reflexos; a dança melhora a atenção, a memória e também a postura. Dançar estimula a circulação sanguínea, favorece o sistema respiratório, evita a obesidade infantil e diminui o colesterol. E mais que isso: sua prática aumenta a autoestima e a segurança nas crianças, facilitando a socialização e desenvolvendo a confiança física, mental e a sensibilidade.

Quando questionada sobre o que mudou depois que o seu filho começou a dançar, Flávia Oliveira – gestora de pessoas – conta que evoluir nos passos de dança fez o seu filho Gustavo, de 7 anos, fortalecer também a autoconfiança.  “A aula em forma de brincadeira, trazendo lutas, poderes, monstros etc estimula a imaginação e criatividade; tudo isso aliado aos movimentos e à música parecem colocá-lo em “outro mundo”. É fantástico!”, complementa.

Alguns estudos científicos ainda mostram que dançar também auxilia em problemas cognitivos pois age no cérebro como um pensamento divergente, em que a pessoa tem que achar mais de uma forma de saída para determinada situação. Não é incrível?

Dicas para os pais

Segundo Fabiane Dullius, diretora da Escola, a aula de dança nas escolas infantis não deve ter o objetivo de formar bailarinos, mas sim proporcionar à criança um espaço para que ela possa se expressar e socializar, sendo assim um facilitador para o desenvolvimento de várias habilidades.

É interessante, sempre que possível, que as crianças estejam acompanhadas pelos pais ou familiares. Esta prática, além de proporcionar segurança aos pequenos, faz com que os pais vejam de perto o que está sendo desenvolvido em aula e compreendam os benefícios para as crianças. Lucas lembra que é importante que os pais estejam próximos dos professores até mesmo para trazer uma nova demanda para a turma ou trabalhar alguma particularidade ou até mesmo dificuldade do filho, como a timidez ou algum comportamento que possa ser explorado em sala de aula.

A estrutura da escola é um ponto a ser observado. O ambiente deve contribuir para o acolhimento e segurança dos pequenos. “Aqui na Dullius existem 5 salas amplas com superfícies especiais para cada pratica de dança, tendo assim um ambiente aconchegante para um grande aprendizado, performance e segurança. Não existem “quinas” expostas nas salas de aula, o chão possui pisos flutuantes montados sobre barrotes e borrachas com memoria, que ajudam na absorção dos impactos, protegendo assim, as articulações dos bailarinos e bailarinas.

 

Xô Preconceito!

O professor Lucas define seu ingresso na dança como o momento em que mais se desenvolveu como pessoa. Ele conta que quando criança, seus professores de natação chamaram seus pais por observarem nele algumas características de uma criança autista. Foi aí que ele iniciou as aulas de dança e melhorou de forma surpreendente a sua capacidade de comunicação. “Quando eu comecei a dançar, já havia na escola outros meninos que dançavam, o que foi fundamental para a minha entrada”.

Pensando nisso, é preciso urgentemente ampliar o nosso olhar e desmistificar a questão de que “dança” é somente para meninas e “futebol”, somente para meninos. Uma coisa não invalida outra! O importante é que as crianças se sintam felizes e à vontade para escolherem o que realmente gostam, sem se sentirem rotuladas.

Falando em felicidade, será que elas estão satisfeitas dançando? Confere:

Flávia, mãe do Gustavo de 7 anos, afirma que a dança nunca foi um “Plano A” dentro da sua casa: “aos poucos parece que a “ficha” vai caindo e o prazer e orgulho que seu filho sente ao dançar, parece estar convencendo até os mais tradicionais”, declara. Já no meu caso, o “Plano A” sempre foi a diversão, que pode ser facilmente encontrada na dança e também em outras modalidades. E por aí? Que tal levar o seu filho para dançar? Você pode se surpreender!

E a gente segue por aqui “balançando o esqueleto” e cheios de energia! Uhuuuu!

Beijos, Luciana

 


Saiba mais sobre a Escola Dullius Dance que oferece essas aulas em Porto Alegre:
Site Dullius Dance
Instagram Dullius
Facebook Dullius

 



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